Apesar de ser uma técnica contemporânea, a massagem geotermal ou com pedras quentes, é um segredo que foi muito bem guardado durante séculos, uma vez que as componentes medicinais das pedras têm vindo a ser exploradas desde há milhares de anos pelas civilizações antigas da China, Egipto, Índia e África, sem esquecer alguns dos povos milenares da Europa e América.
As pedras sempre acompanharam de perto o homem, utilizadas para criar abrigos e aquecê-los, como forma de expressão (esculpidas ou como base de desenhos), para protecção, em cerimónias e, claro, como tratamento holístico. As tradições ancestrais apontam para a colocação de pedras quentes sobre o corpo como tratamento terapêutico, uma forma de protecção ou simplesmente porque transmitiam sensações de bem-estar. Entre outras utilizações, está a dos monges da antiguidade que recorriam às pedras quentes para ajudar a controlar a fome durante os períodos de jejum.
Trazidas pela proliferação dos spas e a introdução de tratamentos de corpo e mente bem apetecíveis, as pedras vulcânicas, as técnicas de massagem e os óleos aromáticos são os ingredientes que estão na base de uma experiência única e relaxante, conhecida como massagem de pedras quentes, termoterapia ou massagem geotermal. Independente do nome, o que realmente interessa é o total estado de relaxamento que vão viver durante os 60 a 90 minutos que pode durar esta viagem ao paraíso.
Não são umas pedras quaisquer. São pedras de basalto, lisas e macias, produto do processo de arrefecimento de lava que trazem uma herança energética de milhões de anos. Têm tamanhos e formatos variáveis em função do local onde são aplicadas, de maneira a que o encaixe no corpo seja o melhor possível.
A composição vulcânica das pedras, assim como o calor que delas emana, é o suficiente para penetrar pele e músculos, descontraindo-os e incentivando a circulação sanguínea que, por sua vez, irá auxiliar no tratamento das mazelas em questão. O massagista poderá ainda concentrar a acção das pedras nos pontos mais propícias à acumulação de tensão; e recorre a técnicas e/ou movimentos de massagem para potenciar o efeito das pedras quentes sobre o corpo.
Para além das suas propriedades terapêuticas, que praticamente dispensam o recurso à pressão manual de uma massagem básica, os “poderes milagrosos” destas pedras quentes residem na sua capacidade de induzir um estado de relaxamento puro – o estado Alfa – que não raras vezes provoca uma fase sedativa.
No final, e com as energias naturais renovadas e reequilibradas (o que, por sua vez, fortalece o sistema imunológico), quem beneficiou de uma massagem de pedras quentes aponta ainda outros resultados duradouros: uma sensação de bem-estar espantosa, alívio total do stress, melhorias na capacidade de concentração, serenidade espiritual e emocional…. no fundo, um equilíbrio completo entre corpo e alma.
Com múltiplos benefícios, começando pelo seu efeito “escape” de um quotidiano agitado e marcado pelo stress e falta de tempo, a termoterapia está ainda recomendada para quem sofre de dores musculares e menstruais, má circulação, problemas relacionados com as vias respiratórias e digestivas, cansaço, depressão e ansiedade, tónus muscular, mobilidade das articulações, fortalecimento do sistema imunitário e capacidade de concentração.
A massagem de pedras quentes não é uma terapia invasiva, mas é sim extremamente envolvente, pelo que se desaconselha a sua administração em mulheres grávidas ou em pessoas que estejam febris, asma aguda ou alguma espécie de infecção.
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